Eu estou feliz. E talvez esse seja o texto inteiro. Talvez eu não precise desenvolver nenhuma frase depois dessa. Mas eu quero. Ontem à noite, deitada na minha cama, depois do meu skincare, peguei meu diário para escrever sobre como o dia tinha sido incrível. E, enquanto escrevia, me peguei pensando não apenas no dia, mas na semana, no mês na vida e em quantas coisas eu tenho para agradecer. Em quantas pessoas eu tenho para agradecer. O mês de maio foi um dos mais desafiadores que vivi. Pessoas muito importantes na minha história se retiraram dela. Algumas despedidas foram inevitáveis, outras, bruscas. Todas doeram. Chorei por dias. Procurei respostas revisitando conversas, lembrando acontecimentos, tentando encontrar explicações onde talvez não existissem. Tive dificuldade de olhar fotos. Arquivei conversas. Ocultei lembranças. E continuei caminhando, alguns dias com muita dificuldade, outros com passos mais tranquilos... e em alguns momentos sendo carregada pelo amor de quem escolhe ...
Vejo um pouco de nostalgia e um pouco de surpresa quando olho para mim mesma ultimamente. Porque sempre me defini como aquela pessoa que cabia em qualquer mesa, em qualquer grupo, em qualquer bagunça. Sempre gostei de gente (ainda gosto). Mas eu amava o barulho, as conversas atravessadas, os encontros improvisados, a sensação de estar acontecendo alguma coisa o tempo todo. E agora eu estou me estranhando. Não de um jeito ruim. Só de um jeito novo. Ando preferindo a minha casa. A minha cama. O meu canto. O meu silêncio e os meus livros. Minha bateria social, que antes parecia infinita, começou a descarregar mais rápido. Minha curiosidade por conhecer pessoas novas diminuiu. Aquele tesão que eu tinha por ambientes cheios, música alta e agendas lotadas está, aos poucos, cedendo espaço para outras vontades. E o mais curioso é que isso não aconteceu de uma hora para outra. Hoje consigo perceber que esse movimento começou lá pelo final de 2025. Na época eu não entendia muito bem. Achei ...